Passando vergonha: medo de altura

Ser pobre nos permite algumas coisas, como: correr longe de camarões; nunca comer ostras e ficar feliz quando o taxista vai pelo caminho mais longe, só pra podermos andar de carro por mais tempo. #pobrezaextrema

Além disso, a pobreza também nos faz ter medo de altura e brincadeiras radicais, pelo simples fatos de não termos costume. Daí já viu, né?! É gente assustada pra cá, outras chorando pra lá…

Eu, por exemplo, nunca andei de avião e só em ver aquele troço no céu, já fico arrepiado e orando por aquelas almas “sofredoras”. Outra coisa que tenho medo é de altura. Aqui na cidade tem apenas um shopping, de três andares. Não sei o que é pior: ir pro terceiro piso pelas escadas ou de elevador. Simplesmente ambas as opções me dão medo.

Subir escadas de prédios, com vários andares, me dá um puta medo, além de me deixar tonto. Já o elevador… Sempre tenho que fingir que tá tudo bem comigo, quando, na verdade, queria gritar e arrombar a porta da cabine. Sério. Juro que sentir o meu corpo levitar pro alto/baixo não é legal.

O dia que passei mais mal foi numa noite qualquer, quando resolvi ir ao cinema ver um filme. Pra minha infelicidade, o único cinema da cidade fica no terceiro piso do shopping, onde tem de usar as escadas ou elevador.

Tive de entrar no elevador com várias pessoas dentro. Elas subiam sorrindo, conversando numa boa e eu… Bom, eu estava me olhando no espelho e sorrindo. Tenho certeza que o povo pensava que eu estava bêbado, porque aquele sorriso não era normal. Estava fora do comum. Era uma gargalhada forte e alta.

Na hora de descer, foi outro fingimento pelas escadas. Porém, dessa vez, fui pelas escadas rezando. A cada andar eu parava, respirava, agradecia a Deus e continuava nas minhas súplicas.

Sei que pode parecer bobeira, mas, olha, tô até hoje pesquisando métodos pra eu ir pra Disney de avião, sem passar medo. Ir de navio seria uma ótima opção, se eu não tivesse também medo de água. #complicado

Miga, se você também tem medo de altura e aventuras muito “radicais”, vamos criar um grupinho de autoajuda porque tá tenso a situação.

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Resenha: Sobre Garotos Que Beijam Garotos (Enrique Coimbra)

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Conheci o trabalho do Enrique Coimbra em 2014, quando estava fazendo uma pesquisa no Google para encontrar livros curtos e achei no Discípulos de Peter Pan, site onde o Enrique escreveu de 2012 a 2015, um post indicando “5 livros gays para ler num final de semana”, sendo o primeiro da lista um livro seu: “Sobre Um Garoto Que Beija Garotos”. O título é diferente do que estou usando neste post porque o livro foi publicado inicialmente, de forma independente, em 2014, mas em 2015 foi relançado pelo selo Casa da Palavra, da editora LeYa, e o título foi alterado para “Sobre Garotos Que Beijam Garotos”.

Eu vinha arrastando há bastante tempo a vontade de ler esse livro, mas só em junho deste ano tomei a iniciativa de comprá-lo na Amazon, onde estava com preço mais em conta, e aproveitei as férias para ler. Li em uma semana, mas daria para ter lido em uma tarde.

Como o próprio Enrique esclarece na nota do autor, ele sentiu necessidade de escrever esse livro depois de viver mais uma aventura emocionalmente masoquista com um menino heterossexual. Ele afirma que esse tipo de relacionamento impossível, que serve como experiência para sanar curiosidades e que não define condição sexual de ninguém, são comuns em sua trajetória. Todos os personagens e situações do livro são baseados em fatos reais, mas não aconteceram somente com o autor. Vieram de amigos, desconhecidos, conversas que ele ouviu quase sem querer e experiências em aplicativos de pegação.

Não é difícil se identificar com os personagens ou com os dilemas vividos por Enzo, o protagonista. Eu, particularmente, me identifiquei mais com outro personagem, o Breno, rapaz que o Enzo conhece enquanto ainda está envolvido com Ian, o garoto heterossexual com quem ele tem um rolo complicado – com ele e mais meia dúzia de garotas, só pra constar, entre elas a Amanda, uma “amiga” do Enzo.

Confesso que não achei o livro impecável como eu esperava que fosse, mas admito que isto é culpa das minhas expectativas. Sou o tipo de leitor que gosta de ser surpreendido, mas geralmente crio expectativas demais em torno dos livros que quero muito ler, aí quando leio acabo me frustrando um pouco. Mas, voltando ao livro, apesar de ser bem escrito, achei a narrativa confusa algumas vezes. Noções de tempo e espaço não ficam tão claras em muitos momentos, mas justamente por não ficar tão claro, pode se tornar mais legal para o leitor, que se sente dentro da cabeça do Enzo. Não vai parecer que você está lendo uma espécie de diário do personagem, vai parecer que você está dentro da mente dele, lidando com os conflitos junto com ele, e isso é bem legal, ainda que seja necessário reler alguns parágrafos na tentativa de se situar melhor na leitura.

No final das contas, o livro é bacana, tem um desfecho interessante, é uma leitura rápida, nos faz refletir sobre algumas questões. Eu recomendo!

Para quem não sabe, o Enrique Coimbra é, além de blogueiro e escritor, um youtuber de sucesso com o seu canal Enrique Sem “H”. Ele até apareceu no programa Amor & Sexo, da Rede Globo. Para mim, o Henrique é, acima de qualquer outra coisa, uma inspiração! Com apenas 22 anos, ele publicou nada menos que três livros no mesmo ano, de forma independente. Precisa ser muito corajoso e determinado para isso! Ele já contou sobre essa experiência e deu dicas sobre como escrever em pouco tempo, como enfrentar procrastinação e até como se autopublicar em seus canais e nos sites para os quais escreve.

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Manual de como ser louca sempre

Pode confessar: pelo menos uma vez na vida você teve vontade de jogar tudo pro ar e agir loucamente, certo? Se sim, entra na roda, entra na dança e vamos ali ser feliz, porque tudo fica mais tranquilo quando não damos muita importância aos problemas.

Se pararmos pra pensar, boa parte do nosso tempo é dedicado às tretas do dia a dia. Mas por que isso? Pra que perdemos tempo com coisas que só nos deixam mal? É claro que, infelizmente, há situações que não temos como correr. Porém, pelo menos comigo, quando surge a oportunidade de levar tudo na brincadeira/loucura, é assim que eu prefiro viver.

Mas, afinal, como viver sendo louca sempre? Vamos lá a alguns “segredinhos”!

Nada de medo

Okay, diante de uma barata tá autorizado correr. Fora isso… É necessário mandar o medo pra baixa da égua e reeducar a nossa mente, principalmente no que diz respeito às coisas sérias. Não devemos levar tudo na brincadeira,  claro, mas também não devemos ser rigorosos.

Sabe aquele lance de viver-um-dia-de-cada-vez? Isso é o melhor a se fazer! Temos de deixar o medo de lado e ir vivendo, se arriscando, enfim, se permitindo a fazer tudo o que queremos, mesmo que não seja politicamente correto.

Se tal ação fará bem, porque ter medo? Isso vale pra principalmente pra relacionamento, pra não corremos de machos que surgirem no nosso caminho. 😉

Sorria ou chore quando der vontade

Pesquisas não confiáveis feitas por mim comprovam: quem coloca pra fora todos os sentimentos, tende a ter uma vida mais leve e tranquila. Por isso, é super importante aceitarmos a ideia de que o ser humano é uma montanha-russa de sentimentos: uma hora queremos isso, noutrora aquilo…

Infelizmente, para muitas pessoas o ato de chorar é sinônimo de fraqueza, contudo, não é bem por aí que funciona o universo particular de cada ser humano. Chorar realmente por ser um ato de fraqueza, mas também pode ser uma forma de colocarmos pra fora os sentimentos ruins, que tanto nos incomodam.

Em resumo: viver a vida sendo louca sempre é deixar que  vida lhe guie; é poder se permitir a tudo, principalmente a viver uma vida sem rótulos e regras. Faça a teste e veja o quão bom é ser louca sempre. 😉

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OMG! Vou publicar o meu primeiro livro!

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Não sei quando, não tenho data, local, tampouco terminei de escrever, mas eu estou muito confiante de que o universo um dia me ajudará a lançar o meu livro. O meu primeiro livro. #aloukan

Pensando comigo mesmo, cheguei à conclusão de que quero (e preciso!) publicar as minhas crônicas. Histórias para serem contadas não faltarão, porque se tem uma pessoa com coisas pra contar nessa vida, tenha certeza de que você tá diante dela. Seríssimo.

Todos os dias eu me envolvo em novas tretas: algumas engraçadas, já outras nem tanto. Porém, no fim sempre fica uma lição bacana pra mim, que eu acabo trazendo pro meu blog, no intuito de entreter ou trazer aquela mensagem de que tudo vai ficar bem.

Diante dessa avalanche de histórias, micos e situações que passo diariamente, acho que já está passando é da hora de eu coloca-las num livrinho. Quem concorda já pode levantar a mão e saltar um gritinho! #locasempre

O fato é que nenhuma editora entrou em contato comigo (e eu tenho certeza de que piraria facilmente se recebesse alguma notícia do tipo, mas, fica aí a dica pro povo que trabalha em editoras: ME PUBLICA, SIÁ!). Dinheiro também eu não tenho pra publicar uma obra independente (infelizmente, minha grana só tá dando pra comprar feijão mesmo). #pobrezaextrema

A solução pra publicar o meu livro é: escrever tudo direitinho, revisar, diagramar e pagar uma gráfica pra imprimir um único exemplar, só pra eu tirar a foto e postar dizendo que o meu livro foi lançado, mas só uma pessoa tem ele: eu mesmo.

Okay. É ideia de gente doida, mas eu adorei.

Meu sonho sempre foi ver meu nome na livraria, então, dessa forma terei o “Meu pequeno mundo – Crônicas sobre a vida de um cara gay” estampado na minha prateleira. Talvez, quando alguém me notar ou entrar no BBB, eu consiga publicar um livro. Até lá, vou continuar por aqui batalhando pra publicar meus livrinhos. Nem que seja um único exemplar de cada história.

Mas e vocês: teriam coragem de comprar um livro meu? 😀

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